sexta-feira, 16 de junho de 2017

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No livro que inspirou o filme "Blade Runner", de Ridley Scott (Do androids dream of eletric sheeps?), Philip K. Dick supôs um planeta Terra em que a posse de um animal de carne-e-osso – uma ovelha, por exemplo – é verdadeira fortuna (nos dois sentidos: grande sorte e algo muito dispendioso). Imaginei essa realidade do ponto de vista gráfico: as espécies conhecidas, menos por sua existência-presença vital, mais por sua iconografia (m)arquetípica. Daí o poema visual Zoologo.

domingo, 11 de junho de 2017


Publicado na Revista Propulsão (www.revistapropulsao.com) e originalmente em versão em preto-e-branco no livro Miravilha - liriai o campo dos olhos

terça-feira, 30 de maio de 2017

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PROPULSÃO
Quem me sabe se nasço do talvez
Ando à noite de mim quando estremenho
Moro-me no transbordo do entremês
Desmorono e nem sou: apenas venho
Gasto-me solitário sodalício
Solvo-me no desvio da transumância
Vajo à margem do quase precipício *
Morro metade e salto: a morte? Dance-a
Dádivo-me desastres para nunca
Brado pedras enquanto não há antes
Durmo senões que minha alma espelunca
Atiço à rinha os dúbios litigantes

Como cerzir a túnica de sal?
Adubo o som e emito o não-sinal


* "Vajo",  primeira pessoa do verbo "vagir". Para a Poesia não há verbos defectivos



(Primeiro soneto de Duas Visões Textuais, colaboração para a Revista PROPULSÃO)

segunda-feira, 22 de maio de 2017